PARÓQUIA de PENACOVA

Carvalho, Figueira de Lorvão, Friúmes e Sazes

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Arquivo de Dezembro, 2011

Natal: Celebração tem perdido «valor religioso»

Publicado por Paróquia de Penacova, Carvalho e Friúmes em 24/12/2011

Bento XVI convida a viver uma festa «autenticamente cristã» com solidariedade para os pobres

Cidade do Vaticano, 21 dez 2011 (Ecclesia) – Bento XVI lamentou hoje no Vaticano a perda do “valor religioso” da celebração do Natal, convidando a viver esta festa de forma “autenticamente cristã”.
“Na sociedade atual, onde infelizmente as festas que se avizinham estão a perder progressivamente o seu valor religioso, é importante que os sinais exteriores destes dias não nos afastem do significado genuíno do mistério que celebramos”, disse o Papa, na audiência pública desta semana.
Perante milhares de peregrinos reunidos na sala Paulo VI, Bento XVI pediu orações “por aqueles que passam por duras provas”.
“Que nestes dias santos, a caridade cristã se mostre singularmente ativa para com os mais necessitados. Para os pobres não pode haver adiamentos”, assinalou.
O Papa destacou que no Natal não se celebra “o simples aniversário do nascimento de Jesus”, mas “um profundo mistério que continua a marcar a história humana, hoje”.
“A celebração do Natal recorda-nos que, naquele Menino nascido em Belém, Deus se aproximou de todos e cada um dos homens; nós podemos encontrá-lo agora, num ‘hoje’ sem ocaso”, declarou, em português.
“De facto, na liturgia, aquele acontecimento ultrapassa os confins do tempo e do espaço e torna-se presente hoje, o seu efeito perdura no decorrer dos dias, dos anos, dos séculos”, acrescentou.
O Natal, frisou Bento XVI, “celebra a entrada de Deus na história, fazendo-se homem” e aponta “para lá de si mesmo, para a redenção” da humanidade “na cruz e na glória da ressurreição”.
“É verdade que a redenção do homem se deu num período concreto da história, ou seja, na vida de Jesus de Nazaré, mas Jesus é o Filho eterno de Deus; o Eterno entrou no tempo e no espaço, para tornar possível o encontro com Ele ‘hoje’”, observou.
Aludindo à “ternura e amor de Deus” que se celebra nesta quadra, o Papa citou uma expressão da liturgia católica, na qual se afirma ‘hoje nasceu o nosso Salvador’.
“Este termo «hoje» não é uma palavra vazia, mas significa que Deus nos dá a possibilidade de o reconhecer e acolher agora  – como fizeram outrora os pastores em Belém –, para que nasça também na nossa vida e a renove, ilumine e transforme com a graça da sua presença”, indicou.
Na saudação aos peregrinos de língua portuguesa, Bento XVI desejou, de novo, “um Natal verdadeiramente cristão”.
“Que os votos de «Boas Festas», que ides trocar uns com os outros, sejam expressão da alegria que sentis por saber que Deus está no meio de nós e deseja percorrer connosco o caminho da vida. Para todos, um santo Natal e um bom Ano Novo, repleto das bênçãos do Deus Menino”, concluiu.

OC

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MENSAGEM DE NATAL do Bispo de Coimbra

Publicado por Paróquia de Penacova, Carvalho e Friúmes em 15/12/2011

VIRGÍLIO NASCIMENTO ANTUNES
BISPO DE COIMBRA

MENSAGEM DE NATAL

1. Natal de fé
A razão de ser da festa do Natal encontra-se na Pessoa de Jesus Cristo, Filho de Deus, incarnado no seio de Maria e nascido em Belém.
Enquanto cristãos, aprofundamos a consciência da fé que nos anima e procuramos dar sinais ao mundo de que ela nos fortalece em todos os momentos da vida, de sofrimento ou de consolação.
O presépio que fazemos nas nossas casas, nas igrejas e nos lugares públicos, não é somente o resultado de uma tradição cultural ou religiosa mas, na sua singeleza, é um sinal da fé na vinda ao mundo do Salvador.
Mais importante do que as tradições ligadas a esta quadra, e elas são muito ricas e expressivas entre nós, os cristãos hão-de privilegiar as atitudes de fé, que transformam a vida pessoal, familiar e social.

2. Natal de esperança
O natal de Jesus Cristo e o nosso natal é fonte da esperança mais autêntica, que não se baseia em realidades efémeras, mas em Deus, princípio de todas as coisas, e no Homem, criado para um futuro novo de glória.
As situações difíceis abundam e muitos homens e mulheres, nossos irmãos, são vítimas da ausência de razões para a esperança. A falta de condições materiais de vida afectam muitas famílias, que não podem ver um futuro sorridente e promissor para as crianças e os jovens. Os dramas humanos e espirituais sucedem-se e deixam prostradas muitas pessoas, que não têm as necessárias forças interiores para se levantarem e reanimarem.
A todos estes que, afinal, somos de algum modo, todos nós, o Natal convida a levantar a cabeça, e a contemplar o Emanuel, o Deus connosco, fonte de toda a esperança.

3. Natal de caridade
O nascimento de Jesus Cristo, juntamente com a Sua paixão e morte na cruz, constituem a grande revelação do amor de Deus para com a Humanidade. No modo de amar de Deus ganha nova luz todo o amor humano, a generosidade, a partilha. Em Jesus Cristo aprendemos os contornos da fraternidade mais radical, de quem dá o que tem e se dá a Si mesmo em favor dos irmãos.
Nos tempos difíceis em que vivemos, tem novas expressões a caridade de que o Natal é sempre mensageiro. A pobreza de muitas pessoas exige soluções que passam pelas mudanças estruturais da sociedade e pelo auxílio caritativo.
Que neste Natal, aprofundemos o sentido humano e cristão da fraternidade; procuremos mudar a nossa mentalidade egoísta; ensinemos às crianças e jovens a alegria de partilhar; abramo-nos a muitas iniciativas e campanhas de auxílio aos pobres.
Se nunca é lícito esbanjar, em tempos de fome e de pobreza à nossa porta, torna-se um ato ainda mais desumano. Haverá, por isso, um lugar privilegiado para a caridade pessoal e material, fruto de uma maior sobriedade nas festividades natalícias.

Um santo e feliz Natal!
Coimbra, 12 de Dezembro de 2011
Virgílio do Nascimento Antunes
Bispo de Coimbra

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Diocese de Coimbra rejubila de alegria com a ordenação de mais um padre e um diácono

Publicado por Paróquia de Penacova, Carvalho e Friúmes em 14/12/2011

Categoria de topo: Correio de Coimbra
 Categoria: Actualidade
 Publicado em terça, 13 dezembro 2011 17:35
 Escrito por Miguel Cotrim

Talvez, há cinquenta anos, uma ordenação fosse um acontecimento vulgar. A cerimónia presidida pelo nosso Bispo D. Virgílio Antunes, concelebrada por D. Albino Cleto, Bispo Emérito e uma centena de sacerdotes não deixa ninguém indiferente. A Sé Nova encheu no passado Domingo à tarde de fiéis. As paróquias de S. Silvestre e de Ceira, de onde é natural o Padre João Pedro da Silva e o diácono permanente Jorge Dourado Vieira, respectivamente, fizeram-se representar em grande número.

É uma diocese que esteve em festa numa celebração donde saiu um novo padre e um novo diácono permanente. Hoje qualquer ordenação comove a diocese e a faz rever-se em júbilo e esperança. É o desejo intenso do povo cristão, ansioso por mais sacerdotes, quando um número já razoável de paróquias e comunidades se sente sem pastor disponível para atender as suas necessidades religiosas, mormente a missa dominical.
Com um clero limitado e bastante envelhecido, um novo sacerdote traz confiança e derrama sobre o futuro um certo optimismo ainda que pequeno.
Comovido esteve também o nosso Bispo D. Virgílio Antunes que pela primeira vez ordenou um presbítero e um diácono permanente.
D. Virgílio Antunes começou a sua homilia por agradecer a Deus por lhe ter concedido mais dois colaboradores para a sua diocese e pediu oração constante para que sejam capazes de desempenhar as obrigações da missão que lhes é agora confiada.
“Quantos belos testemunhos de anúncio acolhido podiam narrar todos os que foram ungidos pelo Espírito Santo e enviados por Deus ao encontro do Seu Povo, diáconos, presbíteros, bispos, missionários, religiosos e religiosas, leigos nas mais variadas situações de vida!” destacou o prelado na sua homilia. “O dom de ser chamado e enviado por Deus é fonte de tanta alegria interior, por um lado, e de tanta consolação e auxílio aos irmãos, por outro” disse ao fazer um apelo aos jovens para que se deixem seduzir por Cristo, “incarnem a Sua entranhada misericórdia pela humanidade e se disponibilizem para acolher a vocação sacerdotal, que, com, toda a certeza, o Senhor pôs no coração de alguns aqui presentes (na celebração) ou dispersos por esta diocese de Coimbra”.
Ao dirigir-se aos que iam ser ordenados, D. Virgílio Antunes pediu que “caminhem em ordem à santidade de vida”. “A primeira vocação e obrigação que tendes é ser santos, assumir essa realidade invisível, mas real, que vos liga a Cristo, para que todo o vosso ser – espírito, alma e corpo – se conserve irrepreensível para a vinda de Nossa Senhor Jesus Cristo. Sois chamados a ser totalmente de Cristo, configurados com Ele, centrados n´Ele, tanto quando realizais as tarefas quotidianas de acordo com o vosso estado de vida, como quando rezais com a assembleia cristã, quando vos dedicais às tarefas de evangelização, à prática da caridade ou ao governo das comunidades que são confiadas à vossa solicitude”.
Por fim, D. Virgílio Antunes pediu ao novo padre e ao novo diácono que se recordem que foram chamados para servir o Senhor e o Seu Povo e não para serem servidos por eles ou para se servirem deles. “O caminho de Cristo é, sem dúvida, o da radicalidade e da entrega total e a Igreja de hoje precisa acima de tudo de homens munidos de uma fé forte, de um grande amor a Deus e aos Seu Povo, disponíveis para servir na verdade e na caridade”, realçou.
Ao celebrar o tempo do Advento, o Bispo de Coimbra pediu para seguirmos o exemplo de Maria. “Ela aponta sempre para Cristo, disponibiliza-se para em tudo ser a Serva do Senhor, e para que nela se cumpra a Sua palavra”, afirmou ao confiar as vocações da sua diocese.

Miguel Cotrim / Amicor

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