D. Albino Cleto assinala o início da Quaresma com a ordenação de três novos diáconos

Na tarde do primeiro Domingo de Quaresma, na missa pontifical presidida por D. Albino Cleto, foram ordenados três novos diáconos, um a caminho do presbiterado: João Pedro Lopes da Silva, da Paróquia de S. Silvestre (Coimbra) e os outros dois, permanentes: Alfredo Luís Fernandes, da Paróquia de Arganil e Rui Manuel da Cruz Tavares, da Paróquia de Coja.

A Sé Nova foi, uma vez mais, pequena para afluência dos fiéis que vieram sobretudo da Região Nordeste, de onde são oriundos os novos diáconos permanentes. A celebração que foi presidida pelo Bispo de Coimbra, foi concelebrada por cerca de uma centena de sacerdotes, diáconos permanentes acólitos, muitos dos quais seminaristas de Coimbra. É de destacar a animação litúrgica a cargo do Dr. Alberto Seiça, onde o Coro da Sé Nova foi reforçado com os antigos e actuais alunos da Escola de Música Sacra e dos Coros da Capela Gregório Psalterium e Vox aetherea.
A homilia do Bispo de Coimbra esteve centrada em dois temas: o caminho quaresmal e a crise. D. Albino Cleto pediu nesta quaresma, que se iniciou na passada semana (com a quarta-feira de Cinzas), para que os cristãos vivam com a graça de Deus. “Temos de entender a linguagem da rua, dos jornais, da televisão”, salientou o prelado ao explicar que a sociedade precisa de “ressuscitar”. “Temos que ser o fermento”, disse D. Albino.
Para o Bispo de Coimbra, a crise existente deve-se à falta de valores. “Se há corrupção é porque não houve honradez e verdade; se há crise na família é porque há falta de fidelidade”. Para o prelado a “crise resolve-se de mãos dadas com Deus”. “É preciso usar a linguagem do amor, da fidelidade e da igualdade, mas sobretudo, mostra-la com gestos”, realçou D. Albino Cleto perante os três novos diáconos.
Para D. Albino Cleto, “Quaresma é arrumar a vida, colocar Deus no seu lugar, que é o nosso coração”. Para isso, o Bispo de Coimbra, pediu que passássemos, nesta Quaresma, alguns minutos de intimidade com Deus, na oração e na reconciliação. Para o prelado, a “Quaresma também, é caminho de amor e fidelidade”
Dirigindo-se aos novos diáconos, D. Albino pediu que fossem “servidores”, à semelhança de Jesus Cristo que arrastou multidões, que meditem a Palavra de Deus e que sejam também servidores da Santa Eucaristia que o presbítero concelebrou.
Já no fim da homilia, D. Albino Cleto apresentou publicamente a Renúncia Quaresmal, que este ano, à semelhança de muitas outras dioceses, destina-se ao Fundo Social Solidário, constituído em 2010 pela Conferência Episcopal Portuguesa, que visa auxiliar as vítimas da crise. Segundo D. Albino Cleto, “esta campanha pretende ajudar aqueles que precisam de dinheiro para pagarem os seus remédios, os casais que têm dois ou mais filhos, porque ficaram sem o apoio do Estado, ou aqueles que porventura ficaram desempregados”. O Fundo Social Solidário é constituído por estruturas diocesanas e geridas pelas dioceses, através da Cáritas; entidades que administram as verbas de acordo os pedidos de auxílio registados pelas paróquias ou outros organismos.
 
Miguel Cotrim
  
De salientar, a ordenação de Diácono do seminarista João Pedro Silva, que tem estado a servir as Paróquias de Carvalho, Friúmes e Penacova, neste último ano.

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