Papa diz que «falso bem-estar» tem causado fome

Bento XVI sublinha importância da referência a Deus convida a levar a Bíblia na bagagem para as férias

Bento XVI alertou hoje no Vaticano para as consequências do que classificou como “um falso bem-estar”, ao lembrar as muitas pessoas “oprimidas por condições de vida difíceis”.

“O verdadeiro remédio para as feridas da humanidade, seja as materiais como a fome e a injustiça, seja as psicológicas e morais causadas por um falso bem-estar, é uma regra de vida baseada no amor fraterno, que tem a sua fonte no amor de Deus”, disse o Papa aos peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, para a recitação da oração do Angelus.

“Sobretudo nas relações humanas, interpessoais, sociais, a regra do respeito e da não-violência”, prosseguiu, “é a que melhor pode assegurar um futuro digno do homem”.

Na sua habitual intervenção dominical, Bento XVI destacou a “falta de pontos de referência válidos para encontrar um sentido e uma meta para a existência”.

“Multidões infinitas encontram-se nos países mais pobres, provadas pela indigência; também nos países mais ricos, há homens e mulheres insatisfeitos, muitas vezes doentes com depressão”, indicou, antes de recordar ainda “os numerosos deslocados e refugiados, os que emigram colocando em risco a própria vida”.

Neste contexto, o Papa convidou a “abandonar a via da arrogância, da violência utilizada para procurar posição de cada vez maior poder, para assegurar o sucesso próprio a todo o custo”.

“Também em relação ao ambiente, é preciso renunciar ao estilo de vida agressivo que dominou nos últimos séculos e adotar uma razoável mansidão”, acrescentou.

Ao saudar os peregrinos franceses, Bento XVI aludiu ao início das férias de verão para muitas pessoas no hemisfério norte, destacando a necessidade de “repouso” e “serenidade”.

“Não se trata de partir em descanso só por partir, mas sim de viver de uma forma nova as nossas relações com os próximos, com Deus, encontrando tempo para isso”, observou.

O Papa pediu que neste período se dê um “grande lugar à leitura da Palavra de Deus, particular ao Evangelho”, desejando que a Bíblia faça parte da “bagagem de férias”.

Mais à frente, Bento XVI assinalou a beatificação, na Roménia, do bispo Beato János Scheffler, martirizado em 1952 por causa da sua fé católica.

Após desejar “um bom domingo e um bom mês de julho”, o Papa anunciou que vai rumar à residência pontifícia de Castel Gandolfo, arredores de Roma, “nos próximos dias”, a fim de ali passar o verão, durante o qual terá alguns dias de férias.

Fonte: http://www.ecclesia.pt

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