Conclusões dos trabalhos de estudo e reflexão dos catequistas da Diocese de Coimbra

Escrito por Secretariado Diocesano da Evangelização e Catequese

«Caridade: fonte, tarefa e meta da Catequese»

 
Ao longo deste «ano pastoral» de 2011-2012, os catequistas da Diocese de Coimbra viveram marcados pelo tema: «Caridade: fonte, tarefa e meta da Catequese».
Nas muitas actividades que se realizaram, quer a nível diocesano quer a nível paroquial, este tema foi sendo reflectido e aprofundado, vivido e celebrado de forma intensa. Mais de 150 paróquias, onde se fizeram várias reuniões de estudo e partilha sobre esta temática, enviaram ao Secretariado Diocesano da Evangelização e Catequese as respostas às questões previamente colocadas. Depois de lidas atentamente, apresentamos e destacamos três aspectos determinantes que as mesmas revelam:
 
1. A Caridade é, antes de mais, a experiência extraordinária de cada cristão se sentir amado por Deus e receber d’Ele a Sua graça. Mais do que uma capacidade humana, ou um esforço concertado do bem-fazer, a Caridade é um dom que se recebe, exigindo desta forma uma profunda atitude de humildade no acolher e de docilidade na transformação que esse mesmo dom provoca em toda a pessoa. Os catequistas da Diocese de Coimbra afirmam de forma clara que, na realização da sua missão, o reconhecimento da Caridade como dom é um experiência que deve ser vivida urgente e necessariamente por todos, em especial, por aqueles que vão transmitindo e acolhendo a Pessoa de Jesus Cristo, conhecendo a Sua Vida e o Seu mistério e desejando praticar a Sua Palavra, na catequese
 
2. A Caridade, como essência da vida cristã, tem em Jesus Cristo o único e verdadeiro modelo. N’Ele, o cristão pode e deve configurar a sua vida, para que em fidelidade e confiança total em Deus e na pessoa humana, que é reconhecida como irmão, possa viver a Caridade em relação. Aliás, o Divino Mestre testemunha e transmite à humanidade que a Boa Nova não é primeiramente uma questão de religião mas de relação. Assim, os catequistas da Diocese de Coimbra afirmam de forma inequívoca que a experiência da vida comunitária nas paróquias a que pertencem e a forma de cada um se relacionar com aqueles que a elas ainda não pertencem, devem ser marcadas pela Caridade, à maneira de Jesus Cristo. Os catequistas estão conscientes de que são instrumentos decisivos da Caridade, construindo a comunhão por meio da generosidade, da entrega, da humildade,
da confiança mútua, do esforço para o bem de todos. Aliás, sentem mesmo que a catequese deve ser o primeiro local onde se vive a Caridade, quer seja dos catequistas entre si quer seja com as crianças, suas famílias e restante comunidade.
 
3. A Caridade não pode estar dependente das estruturas pastorais e organizativas das paróquias, ou das catequeses. Ela não pode estar subjugada às novidades e ao mediatismo das afirmações da moda ou à eficácia das actividades, ou até à eficiência de métodos e materiais. A Caridade começa por um estilo de vida comprometido com Evangelho, numa experiência de Igreja, ao serviço do outro, em especial, do mal-amado. O bem-fazer, a assistência aos mais pobres, as esmolas e ofertas, as campanhas generosas e angariação de fundos, só valerão se expressarem, autêntica e verdadeiramente, um estilo de vida, onde no íntimo do coração e da consciência da pessoa, estiver o anseio de amar como Ele amou. Os catequistas sentem, então, o desejo de levar a todos e cada um dos que os rodeiam, sobretudo os mais pobres, o amor do senhor Jesus, verdadeiro bem. Querem igualmente ajudar as crianças, famílias e restante comunidade, onde se inserem, a perceber que todo o bem material que se faça ou partilhe, nunca será suficiente e nem chegará a ser Caridade, se não estiver motivado e animado com o Amor que o Senhor Jesus quer a todos conceder.
Após estes três aspectos síntese, exige-se ainda que se faça eco da afirmação de um grande número de catequistas de várias paróquias, onde referem que o grande problema das suas comunidades e até da Diocese, não está nas questões económicas, na vivência litúrgica, na falta dos equipamentos pastorais, ou na assistência pastoral dos padres… O grande problema encontra-se numa mentalidade pouco caridosa e numa forma de ver e viver a fé e em Igreja sem Caridade. Por isso, pedem a todos que, ao celebrarem o Sacramento da Caridade – a Eucaristia – peçam a luz e a força de a viverem no dia-a-dia das suas vidas. Só assim, a Igreja, independentemente de ser ou não uma estrutura ou instituição bem organizada e eficaz na sua acção, será o sinal visível e eficaz do Amor com que Deus a todos quer salvar e cumprirá a razão de ser da sua existência. Só assim, aqueles que formam este novo Povo de Deus, nascido nas águas do Baptismo e alimentado pelo Pão da Vida, terão o saber e sentirão o sabor de serem construtores do Reino da Caridade.
 
Secretariado Diocesano da Evangelização e Catequese
 
22 de Abril de 2012

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