Bispo de Coimbra contra a Pastoral de manutenção

Coimbra Urbana_Dia da Igreja Diocesana2No Dia da Igreja diocesana que, este ano e pela primeira, se comemorou pelos arciprestados, o Bispo de Coimbra criticou a pastoral passiva ou de manutenção existente nas comunidades.
“A Igreja de Coimbra, concretamente neste Arciprestado Urbano, tem de lançar-se na aventura da evangelização, tem de levar o primeiro anúncio da fé em Jesus Cristo aos vários lugares onde se passa a vida das pessoas, desde os lugares mais centrais até às mais distantes periferias geográficas e humanas”, referiu na sua homilia proferida na Sé Nova.
O Dia da Igreja Diocesana foi este ano celebrado, pela primeira vez, no contexto dos novos arciprestados com o objectivo de reforçar a sua utilidade e unidade. Nove dos dez arciprestados da Diocese de Coimbra assinalaram no passado domingo o Dia da Igreja Diocesana com testemunhos, conferências, música e a celebração eucarística. Centenas de fiéis, em cada um dos arciprestados, responderam ao apelo do pastor.
Coimbra Urbana_Dia da Igreja Diocesana2“A vitalidade que está a gerar-se ao nível das equipas sacerdotais dos Conselhos Pastorais e, no futuro, das Unidades Pastorais, deverá ajudar-nos a uma maior fecundidade na celebração da fé e no testemunho cristão por parte dos sacerdotes, diáconos, religiosos, consagrados e leigos”, escreve o Bispo de Coimbra numa mensagem dirigida a todos os seus diocesanos. “Na comunhão com Deus, Santíssima Trindade, na comunhão com a Igreja e na comunhão fraterna, construiremos comunidades de discípulos, evangelizadas e evangelizadoras”, refere ainda o prelado, na nota que foi lida, em todos os encontros dos novos arciprestados. “Queremos que a nossa Igreja Diocesana corresponda cada vez melhor às exigências do tempo presente e realize plenamente a missão que Deus lhe confiou: levar a todos a Boa Nova da Salvação e o conhecimento de Cristo único Salvador”, conclui.
D. Virgílio Antunes agradeceu ainda o testemunho e o empenho de muitos cristãos que, nas suas comunidades, mostram o grande entusiasmo de comunicar a fé.
O Bispo de Coimbra lembrou ainda dois momentos importantes que se aproximam: a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpo de Deus), no dia 2 de Junho, e a peregrinação diocesana a Fátima, no dia 22 de Junho.
“Estamos a celebrar o mistério da Igreja, como comunidade intimamente ligada à Pessoa de Jesus Cristo, assente no dom da fé que lhe foi comunicada, animada pelo Espírito Santo que lhe foi dado. Não estamos a celebrar uma qualquer realidade humana de âmbito social, nem uma organização que procura cumprir um ideário elaborado pelo seu fundador e pelos seus mestres. Celebramos a assembleia do Povo de Deus, os santos que, pelo Baptismo foram ligados indelevelmente a Cristo, morto e ressuscitado; celebramos como Corpo Místico de Cristo, comunidade de homens em comunhão com Deus”, afirma o prelado na homilia da missa a que presidiu na Sé Nova, no encontro do Arciprestado de Coimbra Urbana.
“Ao olhar para a Igreja da Diocese e para este Arciprestado de Coimbra, sentimos muitas inquietações e vemos uma seara muito vasta que é preciso cultivar. Olhando para dentro, sentimos o grande desafio de desenvolver no Povo de Deus a alegria de acreditar no Senhor, como esse grande tesouro que nos foi oferecido; sentimos que é preciso trabalhar muito para que todos os baptizados se sintam membros deste Corpo, assumam a comunidade cristã como algo que é seu e ao qual pertencem; se sintam responsáveis pela sua vida e pelo seu crescimento” refere D. Virgílio Antunes perante uma Sé Catedral cheia.
D. Virgílio Antunes reconhece o árduo trabalho que todos temos pela frente sobretudo ao olhar para a quantidade de pessoas que não se identificam com a fé cristã, que se desinteressaram ou que nunca acreditaram. Daí, sendo necessário e urgente a evangelização, por meio de palavras e do testemunho de vida. Para o Bispo de Coimbra, não restam dúvidas, “há uma grande distância entre o que move o mundo e a mensagem do Evangelho”.
“A Igreja de Coimbra, concretamente neste Arciprestado Urbano, tem de lançar-se na aventura da evangelização, tem de levar o primeiro anúncio da fé em Jesus Cristo aos vários lugares onde se passa a vida das pessoas, desde os lugares mais centrais até às mais distantes periferias geográficas e humanas”, refere ainda na sua homilia.
Por último, D. Virgílio pediu às paróquias, aos serviços e movimentos, às estruturas eclesiais que não se contentem com a pastoral passiva, também chamada entre nós, de manutenção, que se limita a fazer somente aquilo que a tradição nos legou ou a usar somente os métodos e meios provenientes do passado, quando o mundo era diferente”.
No Arciprestado de Coimbra Urbana, o Dia da Igreja Diocesana foi celebrada, um pouco à semelhança dos outros arciprestados, para os mais velhos, decorreu no Salão de S. Tomás, no Seminário Maior de Coimbra, uma conferência proferida pelo Dr. Luís Marques sobre a importância da educação ou da relação Pais/filhos e uma apresentação dos movimentos que trabalham na área da pastoral da família na diocese. Também foi ocasião para apresentar o Secretariado Diocesano da Pastoral da Família e o significado dos novos arciprestados.
Para os mais pequenos, aqueles que frequentam a catequese tiveram uma tarde recreativa, com jogos escutistas pelo Jardim Botânico. Os jovens concentram-se no Seminário, onde participaram nos diversos workshops existentes…

Miguel Cotrim

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