Jesus, «sentido» da vida e da história

Jesus, «sentido» da vida e da história
Francisco presidiu à Missa do Galo na Basílica de São Pedro pela primeira 
vez com elogios aos «últimos»

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Cidade do Vaticano, 24 dez 2013 (Ecclesia) – O Papa Francisco começou hoje a cumprir pela primeira vez o seu calendário para o tempo litúrgico do Natal, no Vaticano, com a tradicional Missa do Galo, na qual apresentou Jesus como o “sentido” da história da humanidade.

“Jesus é o Amor feito carne. Não se trata apenas dum mestre de sabedoria, nem dum ideal para o qual tendemos e do qual sabemos estar inexoravelmente distantes, mas é o sentido da vida e da história que pôs a sua tenda no meio de nós”, disse, na homilia da celebração que decorre na Basílica de São Pedro e é concelebrada por dezenas de cardeais, bispos e padres.

Os pastores de Belém, acrescentou, foram os primeiros a ver esta «tenda» e a receber o anúncio do nascimento de Jesus “porque estavam entre os últimos, os marginalizados”.

“Foram os primeiros porque velavam durante a noite, guardando o seu rebanho. Com eles, detemo-nos diante do Menino, detemo-nos em silêncio. Com eles, agradecemos ao Pai do Céu por nos ter dado Jesus e, com eles, deixamos subir do fundo do coração o nosso louvor pela sua fidelidade”, declarou o Papa.

A intervenção teve como pano de fundo o contraste entre luz e sombra, na vida pessoal e social, frisando que o nascimento de Jesus veio manifestar “a graça, a misericórdia, a ternura do Pai”.

“Na nossa história pessoal, também se alternam momentos luminosos e escuros, luzes e sombras. Se amamos Deus e os irmãos, andamos na luz; se o nosso coração se fecha, se prevalece em nós o orgulho, a mentira, a busca do próprio interesse, então calam as trevas dentro de nós e à nossa volta”, acrescentou.

Francisco escolheu como palavras centrais da sua homilia o “mistério do andar e do ver”, apresentando uma reflexão sobre a condição crente, de “pessoas peregrinas para a terra prometida”.

“Somos povo em caminho, e à nossa volta – mas também dentro de nós – há trevas e luz. E nesta noite, enquanto o espírito das trevas envolve o mundo, renova-se o acontecimento que sempre nos maravilha e surpreende: o povo em caminho vê uma grande luz”, afirmou.

O Papa declarou que Deus acompanha sempre esta história, mas que “do lado do povo alternam-se momentos de luz e de escuridão, fidelidade e infidelidade, obediência e rebelião; momentos de povo peregrino e de povo errante”.

“Não temais! O nosso Pai é paciente, ama-nos, dá-nos Jesus para nos guiar no caminho para a terra prometida. Ele é a luz que ilumina as trevas. Ele é a nossa paz”, concluiu.

A celebração foi antecedida pelo canto da ‘calenda’, um texto da antiguidade cristã que serve como anúncio do nascimento de Jesus, acontecimento que a oração coloca na época da 194ª Olimpíada e no ano 752 da fundação de Roma, entre outras referências históricas.

Os participantes na missa, transmitida televisivamente para dezenas de países, incluindo Portugal, lembraram os que são perseguidos por causa da fé, os pobres, os doentes e os marginalizados.

No final da celebração, Francisco pegou na imagem do menino Jesus para a levar em procissão até ao presépio, onde teve lugar uma homenagem de 10 crianças, representando os cinco continentes, que depositaram flores diante do local.

O calendário celebrativo prossegue estaquarta-feira, com a bênção ‘Urbi et Orbi’, ao meio-dia de Roma, antecedida pela mensagem natalícia do Papa, na Praça de São Pedro.

OC

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